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Djokovic Resiste a Sinner e Sonha com o 25º Grand Slam

Novak Djokovic, nascido em Belgrado em 22 de maio de 1987, segue como uma das figuras mais marcantes da história do tênis masculino. Com 24 títulos de Grand Slam no currículo - recorde entre os homens -, o sérvio voltou a surpreender o circuito no Aberto da Austrália de 2026, quando, já com 38 anos, superou Jannik Sinner em uma semifinal de quatro horas e nove minutos antes de cair diante de Carlos Alcaraz na decisão.

A base de uma carreira construída na adversidade

Djokovic começou a jogar tênis aos quatro anos e subiu rapidamente nas categorias de base, tornando-se o número um da Europa entre os 14 e depois entre os 16 anos, mesmo em meio às dificuldades da Sérvia dos anos 1990, marcada pela guerra. Profissionalizou-se em 2003, entrou no top 100 da ATP aos 18 anos e, em 2008, conquistou seu primeiro grande título ao vencer o Aberto da Austrália - tornando-se o primeiro tenista sérvio a erguer um troféu de Grand Slam. No mesmo ano, faturou o bronze olímpico em Pequim.

A escalada ao topo e o Grand Slam de carreira

Depois de um período de estagnação entre 2008 e 2010, Djokovic decolou após liderar a Sérvia ao primeiro título da Copa Davis do país, no fim de 2010. Seguiu-se uma sequência de 43 vitórias consecutivas, a terceira maior da Era Open, que incluiu o segundo título australiano e a chegada ao número um do mundo em 2011, ano em que também venceu Wimbledon e o US Open diante de Rafael Nadal. A rivalidade com Nadal e Roger Federer definiu a década seguinte: triunfos e decisões emblemáticas se alternaram até 2016, quando Djokovic finalmente conquistou Roland Garros pela primeira vez, completando o Grand Slam de carreira ao vencer Andy Murray na final.

Lesões, recordes e a disputa histórica com Nadal e Federer

Uma lesão no cotovelo tirou Djokovic de boa parte de 2017, mas o sérvio voltou ainda mais dominante. Entre 2018 e 2021, somou novos títulos em Wimbledon, no US Open e, principalmente, no Aberto da Austrália, torneio que se tornou praticamente seu território - chegou a sete, depois dez conquistas, recorde absoluto na competição. Em 2021, igualou os 20 Grand Slams de Federer e Nadal, embora tenha visto escapar a chance de um Grand Slam calendário ao perder a final do US Open para Daniil Medvedev.

O recorde de 24 títulos e o Golden Slam

Em 2022 e 2023, Djokovic ampliou sua coleção com mais um Wimbledon, mais um Aberto da Austrália, um terceiro título em Roland Garros e um quarto no US Open, alcançando a marca de 24 Grand Slams - recorde masculino absoluto. Em 2024, o ouro olímpico em Paris completou seu "Golden Slam" de carreira. Mas a ascensão de Jannik Sinner e Carlos Alcaraz mudou o cenário: os dois jovens passaram a dominar as principais decisões, e Djokovic enfrentou dificuldades ao longo de 2024 e 2025, com eliminações precoces nos quatro majors.

A reação em Melbourne e a nova final contra Alcaraz

O desempenho no Aberto da Austrália de janeiro de 2026 reacendeu a esperança de mais uma conquista histórica. Após avançar com ajuda de desistências de adversários em rodadas iniciais, Djokovic bateu Sinner em cinco sets - 3-6, 6-3, 4-6, 6-4, 6-4 - em uma batalha de resistência que remeteu aos seus melhores anos. Na decisão, porém, encontrou um Alcaraz em alta forma e foi derrotado em quatro sets, ficando a um passo do 25º Grand Slam. Mesmo sem o título, a campanha reforçou que, aos 38 anos, Djokovic segue competitivo no mais alto nível do tênis mundial.